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ELVAS: Simulacro no hospital para testar plano de emergência

Um simulacro de incêndio está previsto este sábado, dia 18 de Maio, no Hospital de Santa Luzia, em Elvas, para testar o plano de emergência interno da unidade hospitalar e os mecanismos de resposta dos agentes de protecção civil, foi hoje anunciado.

O simulacro realiza-se no âmbito da colaboração entre a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) e o Comando Distrital da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

Durante o simulacro, parte do 3.º piso do edifício vai ser evacuado, mas os utentes internados não são envolvidos e os cuidados de saúde que necessitem não são afectados.

Barragem de Veiros vai permitir regadio dentro de dois anos

O contrato para a execução da segunda fase da Barragem de Veiros, no concelho de Estremoz, já foi assinado, devendo o regadio começar a funcionar dentro de dois anos, revelou hoje o presidente do município, Luís Mourinha.

O autarca explicou à agência Lusa que a segunda fase do empreendimento hidroagrícola vai avançar, depois do visto do Tribunal de Contas, dentro de três ou quatro meses, ficando concluída num período de dois anos e permitindo o desenvolvimento da agricultura de regadio na região.

Luís Mourinha indicou que o projecto é da responsabilidade do Ministério da Agricultura, mas o município de Estremoz tem vindo a acompanhar os trabalhos por se tratar de uma "obra emblemática" e de "importância estratégica" para o concelho.

O autarca salientou que a Barragem de Veiros vai possibilitar a criação de um perímetro de rega, permitir reforçar o abastecimento público de água e criar condições para a utilização turística e recreativa da albufeira.

Já referenciada num plano desenvolvido nos anos 50 do século XX, a construção da barragem, segundo o Ministério da Agricultura, decorre da necessidade de contrariar as adversas condições climáticas que tornam aquela região carenciada de recursos hídricos.

A albufeira da barragem de Veiros vai permitir o armazenamento de água para futura utilização no regadio de uma área de 1114 hectares de solos de boa qualidade, localizados na freguesia de Veiros e no concelho de Monforte, actualmente objecto de uma agricultura marcadamente de sequeiro.

A obra, considerada uma "velha aspiração" da população local, representa o maior investimento que vai ser efectuado naquela freguesia do concelho de Estremoz, com comparticipação de fundos da União Europeia.

O plano de rega da Barragem de Veiros prevê beneficiar cerca de 60 agricultores dos concelhos de Estremoz, no distrito de Évora, e de Monforte, no distrito de Portalegre.

Jovem realizadora de Évora estreia curta-metragem no Festival de Cannes

A curta-metragem "O cheiro das velas", de uma jovem realizadora de Évora, protagonizada pelas actrizes Oceana Basílio e Joana Brandão, é exibida, em estreia, no Festival de Cannes, em França.

A película, rodada no ano passado, em Lisboa, faz parte do projecto final de curso de Adriana Martins da Silva e está em exibição no "Short Film Corner", secção paralela à competição do Festival de Cannes, que decorre até ao dia 26 deste mês.

Em declarações à agência Lusa, a jovem realizadora mostrou-se hoje satisfeita com a sua participação no Festival de Cannes e considerou ser "um privilégio" ter o seu segundo filme "no mais conceituado festival de cinema do mundo".

Adriana Martins da Silva desvendou que "o filme explora a relação entre duas meias irmãs, filhas da mesma mãe e de pais diferentes, que se afastaram na adolescência e que se reencontram para o aniversário da mãe".

"A mãe atrasa-se e as duas ficam sozinhas à espera, não há como fugir e têm que se enfrentar", conta, referindo que se assiste, "desde o silêncio à raiva e à descoberta, novamente, da cumplicidade que as duas tinham na infância".

As actrizes Oceana Basílio e Joana Brandão desempenham o papel das duas irmãs, personagens que, na infância, são interpretadas por duas crianças naturais de Évora, Graça e Maria Noites.

A realizadora realçou que a curta-metragem "não teve praticamente apoios" e que só foi possível produzi-la através da "contribuição independente" e da "boa vontade" das actrizes, que actuaram "sem remuneração".

Adriana Martins da Silva, de 30 anos, trabalha no serviço de radioterapia do Hospital do Espírito Santo de Évora e o cinema "é um sonho de criança" que "foi posto de lado, por achar que era um pouco impossível".

Contou, no entanto, que, nos últimos anos, se apercebeu de que "era possível" trabalhar na sétima arte, decidindo fazer um curso de cinema em Londres, durante um mês, e entrar na Restart, Instituto de Artes e Novas Tecnologias, de Lisboa.

A cineasta revelou que já está a trabalhar no terceiro filme, "A língua", que vai ser rodado em Setembro, "quase exclusivamente em Évora", estando a fase de "casting" prevista ainda para este mês e para Junho.

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