
Dulce Pontes regressa ao Coliseu José Rondão Almeida, em Outubro de 2011, para apresentar o seu novo trabalho discográfico intitulado "Momentos".
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Momentos" que também se poderiam chamar ilhas de um arquipélago de músicos que partilham a única linguagem universal: a música, a possibilidade de através dela alongarmos dedos e tocarmos pontos nunca distantes.
Momentos de intimidade, momentos frenéticos, inesperados, ilhas de som que provêm de outras latitudes também. Dois grandes Sóis: George Dalaras e José Carreras. Stefanos Korkolis a bordo de seu piano mágico e Pedro Santos e a grandiosidade sonora que seus hábeis dedos tecem no acordeão. É injusto não mencionar todos os nomes, a seu tempo, todos eles brilhantes.
Momentos em que se prova de forma simples, (sem que a prova seja busca, pois nunca o é) que se pode acompanhar um fado como “Lágrima” com instrumentos como Bouzoukis e novamente se dissipam as fronteiras e se alongam as almas além-mar, onde se econtram no horizonte todos os olhares.
O Olhar, a alma do público presente em cada um destes momentos como um puzzle, de onde recordo sempre muitas caras e almas. Onde já só nos damos em muitas vidas e só amor.
Um disco feito de passado, presente e futuro, que me aponta um novo caminho: a nudez. Passados 20 anos de devoção à música, sempre com o espírito de aprendiz que é essencial à realização da obra, abri o baú de tantos palcos que pisei, e encontrei os momentos-chave. Entre cada um deles, como diria meu querido e amigo Poeta Gastão Neves, deverá existir uma pedra de toque.